Seja Bem Vindo ao Mundo do SCB

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UM SÍMBOLO, UM CLUBE, UMA CIDADE ONDE MORA A EQUIPA MAIS FELIZ DO MUNDO ... A RAZÃO: SC BRAGA!

Desde 1921 a Criar Paixões

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sábado, 11 de dezembro de 2010

ESTÓRIAS DA HISTÓRIA DE UM GRANDE CLUBE




Puseram-lhe o nome de Sporting Clube de Braga, como nome de Celestino Lobo á cabeça,
apesar de pensado e fundado sobretudo por benfiquistas e sportinguistas (daí o nome “sporting” e o primeiro equipamento ser de cor verde). Só mais tarde com o mui iluminado Senhor Szabo que tendo assistido a um jogo do Arsenal de Londres trouxe a ideia do equipamento vermelho com mangas brancas cá para o burgo. No fundo acabou, mesmo não tendo sido essa a sua ideia, por apaziguar ou para não ficarem uns a rir (sportinguistas que tinham o nome a a cor verde de seu lado) e outros a chorar (benfiquistas, que assim desse modo passaram a ver os jogadores do clube de indumentaria vermelha... e branca).

Fundado o clube – mais recentemente esta tematica veio a lume pela imprecisão temporal sobre a data da sua fundação. Uns ditam o 19 de Janeiro do ano de 21 outros recuam alguns anos no tempo e situam a nascença em 1914, Enfim, acredito que acabará por imperar o bom senso e como estamos numa época em que tudo é possivel descobrir mesmo que se tenha de ir bem fundo nas entranhas do arquivo distrital ou se encontre um ou outro documento que mostre a real fundação não será um numero que vai agora marcar discordancia, antes estejam todos de acordo para que num ou noutro caso não se trate levianamente o assunto quanto mais não seja pela memoria de uns e outros que estiveram de corpo e alma na fundação deste grande clube.

E se o clube teve essa particularidade da cor do equipamento, da numenclatura, continua a ser um grémio sui generis no que a sua(s) Sede(s) diz respeito, com a mesma a aparecer ao longo dos anos em vários locais da urbe (av central, Largo S.João, Teatro Circo, Largos de S,Francisco ou Barão S. Martnho R.S.Marcos, Rua dos Chãos, Campo da Vinha, Imaculada Conceição ou Estádio 1º de Maio.

O mesmo aconteceu com o seu campo de jogos. Ditam textos da época que foram város os
locais escolhidos para palco dos jogos do nóvel clube da cidade. O campo das Goladas, na freguesia de S. Victor, provavelmente próximo do actual pavilhão com o mesmo nome do H.C.Baga, o campo do Liceu Sá de Miranda onde, segundo rezam as crónicas realizou-se o primeiro jogo do SCB contra os lisboetas do Algés e Dafundo, Seguir-se-ia o campo do Raio que arrastou verdadeiras multidões e depois de ultrapassada a primeira de muitas crises o campo da Ponte cujo primeiro adversário seria o Vianense e posteriormente o 1º de Maio. Mas são inúmeras as narrações que citam mais locais que serviram de campo de jogos do SCB. Estesaqui citados serão os mais importantes pelas datas a que diziam respito e que conferiam mudanças no clube.

Conforme se alterava o recinto de jogos assim se mudava a Sede e isto não aconteceu uma nem duas vezes. Por exemplo quando o clube passou a jogar no campo da Ponte mudava-se a Sede para a Rua de S.Marcos.

Infelizmente hoje ainda não podemos dizer que temos uma Sede de acordo com a grandeza
entretanto alcançada pelo clube. Há equipas de divisões inferiores que podem não ser tão competitivas como o “nosso” Braguinha mas orgulham-se de ter como património um imóvel próprio sem ter que andar de candeias ás avessas nem com a casa (a Sede, neste caso) ás costas. É triste mas também é verdade. E se é prioritário para a ctual presidência uma Academia que seja geradora de valores humanos e desportivos também não será descabido colocar como “urgente” este assunto.
Com tantos imóveis a cair de podre espalhados pela cidade não era altura de, por exemplo a Britalar meter mãos a obra e transformar um qualquer prédio que já tenha destino marcado – derrocada ou abandono - e ve-la transformada em“casa” própria do clube que seja o orgulho dos braguistas «onde podemos visitar o museu com os troféus conquistados e ver a historia do clube em galerias?» No caso concreto serve bem o provérbio em casa de ferreiro espeto de pau (A.Salvador é um dos senhores d Britalar).

Depois disto podemos fazer longas tertulias em volta deste assunto e anexar o facto de termos dois dos mais belos estádios do pais. Um apesar de simbolo do Estado Novo, foi palco de tardes e noites de glórias viu crescer um clube nacional e internacionalmente, o outro já deste século.

obra prima de Souto Moura e vencedor de vários prémios, pesar de não ser consensual nem do agrado de todos que preferiam um estádio em estilo anel (finalmente pois o 1º de Maio ou 28 de Maio se quiserem também não era completamente “fechado” por vias da maratona)

Assim, apesar de possuir dois estádios jamais a cidade teve (ou terá) um estádio digamos,normal.

Mas isto tambem são contas de outro rosário.

Numa altura em que nos prestamos a comemorar os 90 anos – se entretanto nada de
extraordinário acontecer e antecipar no tempo o centenário - convem homenagear alguns homens que muito deram pelo clube e se tornaram tambem eles em grandes nomes do dirigismo desportivo. De João Oliveira- primeiro presidente - ou Durval Morais ou Manuel Esmeriz..
De Antunes Guimarães, Dr. Felicissimo Campos – um dos maiores nomes que serviu o clube - ou Lto de Almeida ate Nuno Cunha o próprio Mesquita Machado ou João Gomes Oliveira ou
António Salvador Rodrigues. Fizeram dum pequemo clube um grémio eclético hoje em dia
falado em todo o muindo sobretudo a partir da ultima década e que teve epilogo este ano com a presença na CL.

E se escrevemos estórias á volta do nome das cores do clube de suas Sedes e dirigentes, mal seria se não fosse mencionado o nome de alguns homens que tomaram o leme na condução dos jogadores rumo ás vitórias. E nesse aspecto realce para Germano de Vasconcelos, Szabo, o tal responsável pelas camisolas “á Arsenal”, Mestre Cândido de Oliveira, Mário Imbelloni, Rui Sim-Sim, Fernando Caiado, Mário Lino, Fernando Caiado ou Juca (Júlio Sernadas), Quinito, umberto Coelho, Manuel José, António Oliveira, Manuel Cajuda Fernando Castro Santos,Toni, Jesualdo Ferreira, Rogério Gonçalves, Jorge Costa, Carlos Carvalhal ou Domingos Paciência,

A terminar os responsáveis máximos por o clube estar hoje no patamar que ocupa por direito:

Os jogadores que ao longo destes 89(?) anos pisaram os relvados dos vários palcos.
Sem querer ser injusto porque nisto de nomear A ou B pode-se esquecer até dos mais ilustres mas cronologicamente de Alberto Augusto – primeiro internacional AA, Estêvão, Canário, Baptista, Perrichon... os anos 70 e 80 responsáveis máximos pela minha paixão por este clube e por isso mesmo posso alongar-me um pouco na lista de nomes como sejam os guardiões Fidalgo, Valter, João (Pilas) Conhé Helder aos defesas Artur Joáo Cardoso, Mendes ou Fernando, Dito – único jogador do clube com internacionalizações em todos os escalões- Garcia, Guedes, os Serras Rolando Mundinho Jorge Gomes, Wando, Spencer, Nelinho, Vitor Oliveira e Vitor Santos. os Chicos Gordo e o Faria, Canavarro até aos mais actuais Quim Rui Coreia Ze Nuno Azevedo Toni, Odair Idalécio Artur Jorge, Nem, Sérgio, Barroso, Pedro Estrela
Karoglan ou Tony, Edmilson, Riva , Miklos Fehér ou deste século Paulo Santos, Eduardo, Jorge Luiz, João Pereira u Evaldo, Vandinho ou Madrid, Mossoró, Meyong Zé, Limas, Alan. João Tomás, Sílvio....

Claro que ficaram muitos por referir mas tornar-se-ia extenso mas nem por isso menos meritório, mas o facto de um dia terem vestido a camisola do arsenal do minho nas suas mais variadas versões so por si já atenua esta “culpa” que posso sentir por ter olvidado este ou aquele. Fica para a história um clube intrinsecamnete ligado ás gentes desta cidade que viviu várias crises de identidade e financeiras mas que com a carolice de uns aliada a sapiência em administrar e vcongregar forças vivas da cidade, sempre ultrapassou os obstáculos e é hoje em dia , á excepção de Porto Sporting e Benfica, a equipa com mais anos consecutivos de 1ª Divisão pois outros emblemas históricos cairam em outras divisões como são caso disso o Belenenses,
Boavista ou Guimsrães-

Que seja para durar este recorde que será responsável a médio longo prazo por colocar o SCBraga logo a seguir aos 3 chamados grandes. Aí sim, não haverá mais qualquer tipo de dúvida sobre quem será o 4º de Portugal, desportiva, estatisticamente falando. Que a isto se junte troféus para serem verdadeiros testemunhos dessa proeza.

E então TODOS os nomes para além dos que aqui não foram mencionados mas ligados ao
clube sentirão um orgulho capaz de transbordar os corações e sentirem o dever de missão cumprida.

Assim seja.
Viva o Sporting Clube de Braga desde o tempo das camisolas bipartidas de verde e branco até ao vermelho que serve de fundo ao emblema com os cinco castelos da sorte, Nossa Senhora do Leite e as dua torres pilares que sustentam a força e carácter de um clube que conseguiu quebrar barreiras sair da cidade e abraçar outras latitudes deste mundo.

Carlos Alberto Rodrigues

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

textos para editar em livro (primeira mão)



O JOGO DA MINHA ESPERANÇA


“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores… Se não houver flores, valeu a sombra das folhas... Se não houver folhas, valeu a intenção da semente…”(Henfil)
Escrever sobre o Sporting Clube de Braga é sempre um acto de Amor e Paixão, adjectivos entranhados bem no íntimo de cada braguista um factor de paixão e orgulho, e como seu amante até nem necessita de muita inspiração para desenhar as letras sobre o tema porque ela é facilmente compreendida e oferecida pelos seus intervenientes.
Neste particular de jogos inolvidáveis ou ficaram na minha (nossa) memória ou porque foi importante no seio da competição ou porque se tratou de um jogo que pelas incidências, mexeu com o coração dos bracarenses, a escolha é vasta e até se fosse a escrever amanhã outras linhas sobre o assunto por cero o jogo que relataria seria outro.
Assim, nesse aspecto, recordo com saudade mas com um sorriso nos lábios, o ano de 1982, jogo das meias-finais da Taça de Portugal época 82.83 que opunha no velhinho Primeiro de Maio - a rebentar pelas costuras – o SCB ao Benfica, com a vitória a sorrir ao “braguinha” por duas bola a uma com os golos da nossa equipa a serem marcados pelo açoriano Armando Fontes (os dois).
Quando supra citado refiro que o Estádio estava a rebentar pelas costuras não o escrevo em sentido literal, pois em mais de 35 anos a assistir aos jogos do SCB, no que respeita ao palco do 1º de Maio, acreditem que se alguma vez esteve ou se aproximou da barreira dos 50.000 espectadores foi nesse jogo que apresentava uma moldura humana espectacular e que foi caso para se dizer: não cabia uma agulha, só para dar exemplo eu estava enlatado entre o meu pai e o vizinho do outro lado. Se desse para o torto de certeza que podia haver no rescaldo feridos e sei lá bem mais o quê.
Mas adiante. Em relação ao jogo que iria colocar o braguinha (na minha memória, pois não recordava a final das Antas em 78), pela primeira vez no palco do Jamor contra o Sporting que tinha derrotado de forma convincente o Rio-Ave, pautado pelo mano a mano com o golo a poder surgir para qualquer um dos lados e como era a prova rainha foram 90 minutos de emoções ao rubro sempre com o pensamento na vitória e no Jamor.
Foi uma partida de futebol jogada num Sábado de Páscoa e eu recordo-me que a maior parte das vezes que jogávamos no sábado de Aleluia eram mais as vezes que vencíamos do que qualquer resultado.
Logo cedo, nesse dia, o meu coração palpitava de alegria mas também de ansiedade pois finalmente era chegado o grande dia, posso dizer o maior de todos em termos desportivos para mim envolvendo o scb pois se já tínhamos algumas participações de realce como já tinham sido as duas décadas anteriores, o Braga podia almejar o segundo troféu para o seu museu.
Antes de chegar ao jogo do tudo ou nada (pois o vencedor tinha lugar assegurado na edição desse ano da Taça UEFA, desde que no outro jogo que opunha o Sporting ao Rio Ave equipa leonina vencesse pois sagrar-se-ia campeonato nacional) os bracarenses tinham começado a caminhada com uma vitória caseira por 2-0 sobre o Ermesinde seguindo-se o P. Ferreira com vitória na Mata Real por 1-0. A terceira “vítima” dos arsenalistas foi o Cova da Piedade, a quem venceu por 2-0 na margem sul do Tejo. Já em plenos oitavos de final, e agora em pleno 1º de Maio arrumou, por uma bola a zero a turma do Amora, enquanto nos quartos a anteceder o jogo referência deste artigo, apesar de ter sofrido o primeiro golo na prova, conseguia por outro lado o maior pecúlio em golos marcados: três. O adversário que até costuma ser de má memória nestas coisas de taça (e não só, não é): o Leixões e logo em pleno estádio do Mar.
Era chegada a altura de jogar no 1º de Maio com o Benfica e deixar de fora da conquista da prova rainha do futebol português um dos maiores candidatos.
2-1 foi o resultado. Feitas as contas em relação aos golos marcados e sofridos tinha-se conseguido uma performance de onze golos marcados contra apenas dois sofridos. A estes juntar-se-iam os quatro golos da final perdida para o Sporting.
Paralelamente, na mesma época, o SCBRAGA no campeonato nacional terminara ao fim das 30 jornadas num aceitável 7º lugar correspondente a 11 vitórias 8 empates e 11 empates e com 34 golos marcados e 42 sofridos (-8) o que dita a média de um ponto por jornada pois terminou com 30 pontos.
De volta ao jogo contra o Benfica, o jogo que interessa, começaram bem as coisas com o SCB apoiado por uma ruidosa e alegre massa associativa – passou também por aí o sucesso-
Foi um jogo com todos os ingredientes necessários para uma bela partida de futebol.
Logo a começar pela meteorologia que nessa tarde preparou um sol entre algumas nuvens que permitia de quando em vez uma brisa bem-vinda às milhares de almas que enchiam o anfiteatro bracarense, por caso contrário (com muito calor) corria-se o risco de haver algum dissabor capaz de tirar mácula á vitória ou ritmo ao jogo, sempre bem jogado apenas com alguma contenção a espaços (poucos).
Numa toada de parada e resposta com um palco á medida do que o espectáculo merecia (um pouco a antítese do que é hoje o espírito da nossa prova rainha, a mesma que arrastava multidões eliminatória atrás de eliminatória e com os chamados “tomba-gigantes” a aparecerem em praticamente todos os patamares até à final do Jamor. Até nisso o espírito actual transfigurou-se e cada vez mais “fazemos figas” para que os mais “pequenos” (os Davides) virarem “grandes”por uma vez que seja, Golias.
Depois, o mais importante factor externo ao jogo: o desenho proporcionado pela moldura humana que emprestava ao 1º de Maio uma imagem de festa em que o povo se engalanou para receber sob a passadeira... verde do sucesso a sua equipa, o seu braguinha. Um quadro de verdadeira beleza só à altura dos melhores artistas. Ainda por cima pintada com a cor da vitória.
Começou por ser um jogo de parada e resposta com o SCB a dar, sem correr muitos riscos, a iniciativa do jogo e depois, um pouco á imagem do Braga actual, sempre á espreita do erro do adversário, espreitava as oportunidades que iam aparecendo sempre com homens terrivelmente fortes na frente de ataque como eram os casos de Fontes (a figura do encontro, ao marcar os dois golos da sua equipa), Mundinho Joy ou Chico Faria. Mas não era só no ataque que pontificavam nomes de meter respeito. Senão vejamos aquela que costumava ser a equipa -tipo dessa época:
Guarda-Redes: Valter (um dos meus preferidos, a par do Conhé, Hélder Rui Correia Quim ou Eduardo)
A defesa faz-me, igualmente fazer um termo de comparação com as últimas apelidadas de betão: lá encontrávamos na direita Artur, na esquerda o João Cardoso (quem não se lembra das meias pelo tornozelo, calções no cai que não cai e aqueles remates em folha seca que deliciavam a plateia braguista?). Eram acompanhados por Dito, Nelito ou Guedes, que tínhamos “pescado” nesse ano ao Varzim. No miolo do terreno uma autêntica parada de estrelas da altura com jogadores bem acima da média (não fosse o desgaste na Taça e certamente que no campeonato podíamos ser uma agradável surpresa, mesmo assim... Nomes: José Serra e Vítor Oliveira, do Ginásio de Alcobaça tinham vindo os fabulosos Vítor Santos e Spencer ou o outro José, o Carlos. Finalmente, na linha avançada e depois de ter passado pelos vizinhos do V. Guimarães, Mundinho um poço de energia, um verdadeiro “touro” cheio de raça e força cuja envergadura física por si só impressionava e colocava em sentido qualquer defesa. A ele juntava-se a restante armada, comandada por Fontes que foi dos melhores marcadores do campeonato, junto com os já referenciados, Joy, Chico Faria, Germano ou Malheiro, o tal que parece que andava sempre á procura de algo valioso nos relvados pois eram raras as vezes que se via de cabeça erguida – Jamais esqueceremos aquela falha que protagonizou na época seguinte, na 1ª eliminatória uefeira, contra o Swansea City que ao ser concretizada podia ter terminado de outra maneira quer esse jogo quer o da 2ª mão. No País de Gales perdemos por 3-1 enquanto que cá no burgo vencemos por 1-0. Se fizermos as contas bem feitas. Mas deixemos os ses. De positivo nesse lance foi a verdadeira cavalgada de Malheiro em direcção á baliza adversária. Depois na hora H é que foram elas. Mas adiante que se faz tarde. Gostava de ter muitas mais memórias sobre o jogo mas pela tenra idade que apresentava creio que está contado aqui um dos melhores desafios que vi tendo como protagonista o nosso Braguinha com aquele sabor especial de ter sido contra o Benfica. Apenas recordo que ficamos, no final da partida, com a ideia de que podíamos ter marcado mais um ou dois golos, mas os dois marcados pelo Açoriano que o SCB foi buscar ao Lusitânia dos Açores (creio eu, se a memória não me atraiçoa).
Só um último reparo: não imaginam a minha tristeza (e de todos os outros braguistas, como é óbvio) aquando do golo encarnado. Parecia que estávamos na Luz. Por isso (mas não só mas também) é que hoje um dos meus maiores prazeres e felicidade é reparar que essa mistura entre o encarnado e o vermelho tende cada vez mais a dissipar-se e acredito que falta menos do que julgamos para os ver reduzidos ao cantinho que é reservado às claques dos adversários. Na impossibilidade de apresentar o escalonamento das equipas dessa meia-final, deixo viva a memória do jogo disputado em Oeiras, no Jamor que ditou a derrota por 4-0 do SCB frente ao Sporting de Oliveira, Jordão...
Estádio Nacional (Lisboa), 29.05.82 (Taça - final)
Sporting, 4 vs Sp.Braga 4-0
Sp. Braga: G.R: Valter, Artur, Guedes, Dito, João Cardoso; José Carlos (Spencer), Serra, Vítor Oliveira; (Malheiro) Vítor Santos, Chico Faria e Armando Fontes.
Treinador: Quinito
Para quem gosta, como eu de dados estatísticos (afinal o que fica para contar a história) eis o quadro completo das trinta jornadas dessa mesma época no campeonato nacional:

Estoril F 1-1 E - C 2-1 V
Rio Ave C 1-0 V - F 1-2 D
Sporting F 1-3 D - C 0-2 D
Belenenses C 1-1 E - F 0-0 E
Ac.Viseu F 0-2 D - C5-0 V
F.C.Porto C 1-1 E - F 1-3 D
V. Setúbal C 1-1 E - F 1-1 E
Penafiel F 1-0 V - C 2-0 V
Sp.Espinho C 2-1 V - F 1-0 V
Boavista F 1-0 V - C 2-2 E
Benfica C 1-3 D - F 0-3 D
Portimonense F 1-2 D - C 0-3 D
U. Leiria C 3-1 V - F 0-4 D
V. Guimarães F 0-0 E - C 2-0 V
Amora C 2-0 V - F 0-5 E

















Por motivos de ordem profissional não ter acesso á internet, em falta com os meus caros leitores desde a terceira jornada, no jogo do AXA contra o Marítimo, vitória por 1-0, retomo estas linhas respeitantes á 1ª liga onde temos sido um tanto ao quanto irregulares. Ainda não vencemos fora do AXA (será Sábado, em pleno terreno do “arqui-rival, Guimarães?) em casa perdemos ao cabo de 18 meses sendo a derrota responsável por não termos atingido a segunda posição, e por lesões e castigos (desde há 2, 3 épocas que ninguém tem mais azar do que o nosso plantel nesses aspecto) não conseguimos ter 2 equipas iguais duas jornadas seguidas.
Está aí um grande desafio contra o vsc ao que se seguem dois encontros de suprema importância, na taça de Portugal, onde colocamos muito em jogo esta época tendo como objectivo máximo atingir a final no relvado do estádio do Jamor e finalmente o Arsenal.
Nesta partida está muito em jogo. Apesar de já termos conseguido matematicamente a Taça Europa (o 3º lugar já não nos é tirado pelos sérvios do Partizan) queremos vencer os Arsenalistas de Londres para manter acesa a esperança em atingir os 1/8 final. Temos o último jogo em Donetsk que vai ditar, finalmente o destino de cada uma das... 3 equipas do grupo, mas se o Partizan nos “ajudar” caso o SCB vença o Arsenal a nossa equipa vai partir com tudo para cima deles no gélido relvado daquela equipa ucraniana. Esperança pede-se para estas batalhas.
Ainda em relação ao jogo do Axa frente aos londrinos é ainda de esperar (pois os ingleses não conseguiram, certamente ao contrário do que previam quando viram o sorteio) uma avalanche de apoio dos adeptos o que vai ajudar em muito os cofres da nossa equipa.
Portanto mais um grande ambiente em perspectiva. Venham eles!
Estarei de volta, para comentar o jogo do próximo sábado que nos pode colar aos adversário e a classificação ficar mais de acordo com o que temos feito se incluirmos o cansaço a que os jogos da Champions têm feito.
Até lá bons jogos e vamos torcer para sairmos de Guimarães com o sabor da vitória.
Quero ainda entrar no campo dos ses apenas para referir quando do sorteio eu vaticinei que o segundo lugar estava perfeitamente ao nosso alcance desde que fizéssemos dois resultados vitória em casa com o Shaktar e fora com o Partizan A gora vistas as coisas estaríamos com 9 pontos os ucranianos com 6 (e podiam ser menos se entretanto o Arsenal tivesse vencido) e neste caso estariam com... 3 pontos! e por isso estaríamos a apenas... 1 ponto (ou nem tanto consoante o goal avarage).
Vêm como nada é impossível para este Braga que já esta na história da C.League e algo me diz que não ficará por aqui o sucesso mesmo que passe pela participação na L.Europa e aí tirando os milhões que deixamos por ter saído da Champions, acredito que podemos ir muito longe e ao mesmo tempo (ao contrário, entretanto, do que aconteceria se estivéssemos na C.L) Ou seja, excluindo a parte financeira creio que o SCB terá mais proveitos e sem deixar de continuar na senda dos êxitos e a constituir uma das boas surpresas da UEFA. Aposto que será até das candidatas a equipa sensação se passar aos oitavos de final.
Assim sendo, até sábado.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mais vale tarde...








"Me olvidé de escribir sobre lo mejor clube del mundo, miércoles, pero mas vale tarde que nunca":
Hoje foi dia para esquecer todas as tristezas, as taxas de desemprego (o meu, por exemplo), as crises e os incêndios que fustigaram as florestas (ai Gerês, meu querido Gerês) os nossos governantes e o que (não) fazem para isto melhorar de cara e de saúde pois anda tudo moribundo. Vale-nos por estes dias, mais uma vez, o futebol, na imagem dos gverreiros do Minho, o SCBraga , que esta hoje esteve connosco, esteve a velar pela felicidade de quem AMA daquela forma que só nós braguistas sentimos e conseguimos atingir qual orgasmo futebolístico qual clímax de felicidade. As lágrimas teimaram em cair com o golo de Matheus mas depois daquele evoluir do resultado caíram por uma face desejosa deste momento há 35 anos (o próximo será o ceptro nacional ou uma das duas ou mesmo as duas, se possível, taças a da Liga e a de Portugal)) fizeram ir buscar ao âmago do meu ser, lá bem bem fundo o grito do guerreiro e chorei novamente e gritei, beijei a face do Lima e do Matheus na TV emprestada para a festa.
Apesar de estar de férias em Fão o senhorio devia ter-se passado dos carretos com as nossas vozes efusivas pois toda a família irradiou felicidade e lágrimas de alegria. Depois conferi em conversa com ele que afinal nada lhe era estranho e compreendia na perfeição.
Saí para comprar cigarros para acalmar os nervos e o palpitar deste coração que sofre de amores pelo ENORME, e que esta noite muito saltou mas cheio de orgulho conseguiu aguentar mais uma vez as batidas rápidas que quase provocavam sufoco, a espaços e assim, novamente escondidos os receios e mostradas as virtudes para outra luta tive a oportunidade de mais uma vez mesmo aqui ouvir os cânticos tão usuais nos estádios onde o SCBRAGA joga.Houve abraços entre hálitos etílicos abraços apertados e sentidos com só nós braguistas conseguimos sentir.
FEZ-SE HISTÓRIA com a mais bonita página dos 89 anos do nosso clube a ser escrita neste 24 de Agosto do ano da graça de 2010. Apenas mais um para brevemente completarmos com o almejado titulo nacional (merecemos e somos super candidatos e tal como esta espera também há-de chegar).
A terminar um desejo: se tivesse carro dirigia-me já para o Aeroporto Sá Carneiro e receber com as mesmas lágrimas de alegria e cânticos os ENORMES GUERREIROS DO MINHO.
Todos estão de parabéns de Felipe a Lima passando por Matheus ou Elderson sem esquecer as vozes daqueles que fizeram em pleno Sanchez Pizjuan a fiesta jamais pensada pelos espanhóis depois de pegarem o touro pelos cornos e ganhar respeito naquela arena super lotada. Só faltaram as rosas vermelhas que foram graciosamente substituídas pelo vermelho das camisolas e cachecóis dos nossos amigos braguistas . O SCB no país que é o actual campeão do mundo e Europa é, a partir de agora um clube prestigiado com direito a vénia e palavras bonitas escritas por escribas que percebem da coisa e dizem "mea culpa" mas foram melhores. Novamente a história de David e Golias ou dos milhões e dos tostões.
Os Sevilhanos renderam-se ao nosso poderio e sinal disso foi ao intervalo pedirem aos nossos homens as camisolas do jogo.
Amanhã com todo o orgulho braguista vou vestir e exibir com uma felicidade radiante a camisola do ENORME para que todos os veraneantes vejam como é a cara de alguém que se sente a pessoa mais feliz do mundo pelo simples facto de pertencer a esta família.
OBRIGADO A TODOS e agora venham os tubarões para podermos também navegar nas mesmas águas que esses tubarões. Da equipa dos 300 até à elite da Europa tudo parece que aconteceu num abrir e fechar de olhos.

Depois da vitória do Sporting clube de Braga em Sevilha e da consequente passagem dos gverreiros do Minho à fase de grupos da Liga dos Campeões, Portugal já atingiu o sexto lugar no ranking da UEFA na actual temporada, ultrapassando Ucrânia e Rússia.

O sexto lugar vale dois lugares certos na fase de grupos da Liga dos Campeões e uma terceira vaga nas pré-eliminatórias em 2012/13, mas terá de ser defendido durante esta campanha e, para isso, foi importante que Sporting e FCPorto tenham amealhado também pontos para este ranking com a entrada na fase de grupos da Liga Europa.
Nestas alturas há que cerrar fileiras deixar queixumes ou quezílias de outros campeonatos de lado e sermos acima de tudo portugueses para que mais alto continuemos no ranking e com esse facto aumentar em muito as possibilidades de voltarmos a ver o Sp. Braga na maior vitrina de competições futebolísticas a nível de clubes do Mundo!!! É muito, não é?
Contava-me um amigo que com estes feitos recentes dos arsenalistas do Minho vai passar a haver muitos "gringos" que ficarão a saber que Braga é Portugal e este não parte de Espanha mas sim a nação com as fronteiras mais antigas da Europa.


Sp. BRAGA escreve mais uma página de ouro





Depois de algum tempo de ausência, cá estamos de volta para escrever sobre as mais recentes façanhas do SCBraga.
Depois de ter lutado até à última jornada pelo título nacional, os Gverreiros do Minho começaram as andanças em nova época com façanhas que jamais serão esquecidas tendo atingido o patamar máximo nas competições Uefeiras, acabarando de escrever mais uma página de ouro na sua história de 89 anos.
Depois de na eliminatória anterior para o acesso á fase de grupos da Liga dos Campeões terem eliminado os sempre indesejáveis escoceses do Celtic, pasme-se, “atreveram-se” a medir forças e fazer frente a uma equipa do topo do campeonato da selecção actual campeã mundial. Nada mais nada menos do que o Sevilla, equipa que venceu recentemente duas taças UEFA, uma Supertaça Europeia e ainda há um par de meses a Taça do Rei, em Espanha e que, como resultado anterior a defrontarem os arsenalistas, tinham conseguido uma vitória por três bolas a uma frente ao todo poderoso Barça que tem nas suas fileiras grandes nomes do futebol mundial. Um Sevilla que nem Luís Fabiano, Jesus Navas – que merece um clube do tamanho do Barça ou Real Madrid, não menosprezando os Andaluzes- ou Kanouté lhe valeram perante a humildade, o respeito, a valentia e raça de jogadores como Matheus, Paulo César, Lima, Sílvio, Moisés, Rodriguez ou Vandinho. Domingos, o “menino” como lhe chamou Laurentino Dias, conseguiu mais uma marca de qualidade que só ele e os verdadeiros braguistas sempre acreditaram.
E creio que mesmo esta época não vão ficar por aqui as façanhas da nova equipa comandada por Domingos e capitaneada pelo bravo Vandinho. Uma das duas taças internas? O próprio campeonato? Quem sabe? E como será quando Mossoró estiver disponivel ou chegar Hugo Viana a um grupo já por si só bastante fortalecido, mesmo em relação á época passada?
A verdade é que este SCBRAGA de hoje deixou a mediania para pertencer á elite europeia, já é apelidado sem pudor algum de quarto grande sobretudo pelos passos seguros dados desde que António Salvador tomou a rédea da Direcção.
Esta semana todos acordaram bem dispostos desde aquela épica noite de quarta-feira, 24 de Agosto de 2010. E deitaram-se com o sentido do dever cumprido e com uma felicidade que enche este e o outro mundo. Já há quem lhe chame a data do SCB!
Depois do sorteio realizado esta tarde em que colocará pela frente um duelo entre “arsenais”, o do Minho e o de Londres, os Ucranianos do Shakhtar Donetsk e os Sérvios do Partizan de Moreira que já passou pelo Boavista e está há três anos no clube, a verdade é que o SCBraga pode subir mais uns degraus na competição e no prestigio.
Bem vistas e feitas as contas acredita-se por estas bandas que o SCB pode perfeitamente aspirar aos oitavos de final e com isso, para além de continuar a granjear prestigio e respeito e a levar bem longe o nome da cidade e da região, pode amealhar mais uns bons cobres que podem fazer maravilhas a curto, médio prazo.
Fica para os mais distraídos o calendário completo da caminhada que os gverreiros têm de fazer até ao dia 8 de Dezembro:


15 Setembro:
Arsenal – Sp. Braga
28 de Setembro:
Sp. Braga - Shakhtar Donetsk
19 de Outubro:
Sp. Braga – Partizan
3 de Novembro:
Partizan – Sp. Braga
23 de Novembro:
Sp.Braga – Arsenal
8 de Dezembro:
Shakhtar Donetsk – Sp. Braga

Depois de visto e revisto o calendário, não sendo mau começar em Londres, no estádio Emirates é mau terminar na Ucrânia pelo frio e baixas temperaturas - apesar de não ser ainda o extremo - que se fará sentir nessa altura (8 de Dezembro) mas nada que se possa resolver. Até nessa altura pode estar já tudo... resolvido. A ver vamos!

Agora voltam as emoções da Liga.
Depois da gestão de esforço frente ao V. Setúbal, para entrar com tudo no Sanchez Pizjuan, convém voltar a colocar todas as armas disponiveis para levar de vencida o Maritimo, ferido no orgulho depois de duas derrotas frente ao BATE Borisov. FORÇA SCBRAGA!!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

SCBRAGA 09/10 VICE CAMPEÃO




Chegado o dia de todas as decisões no que ao título diz respeito era tempo de ver como corriam as coisas.

Acompanhados de algumas centenas de adeptos que queriam festejar na pérola do Atlântico a festa de campeões o SCBraga e o Nacional não proporcionaram um espectáculo por aí além, pelo menos, digno de um jogo que podia ser decisivo e com suspense até ao último instante apesar de haver clara supremacia dos bracarenses.

Depois de uma primeira parte sem golos mas com as melhores oportunidsde a pertencerem ao SCBraga, os segundos 45 minutos trouxeram a festa dos golos. Primeiro foi a equipa do Nacional a chegar ao golo por intermédo de Edgar que correspondeu de cabeça a um centro da direita. Porém foi sol de pouca dura pois os bracarenses passados poucos minutos conseguiam novamnte a igualdade através de Renteria. O Colombiano viria a fazer ainda um segundo golo mal anulado pelo árbiro Carlos Xistra. Como as notícias quer vindas da Luz para os bracarenses quer vindas do Afonso Henriques para as cores do Nacional - com uma vitória sobre o sp. Braga era a equipa a ficar com o 5º lugar - a não serem as melhores, não podia terminar de outra forma esta derradeira jornada. De tristeza por o título de vice campeão da Liga 2009-2010 ter sabido a pouco com alguma injustiça pelo meio mas por outro lado com o sentido de dever cumprido numa época onde se bateram vários recordes, sobretudo o de se ter atingido pela primeira vez o segundo lugar, mas também, entre outros o de melhor defesa - a par do slb -

Para o ano espera-se com alguma expectativa a equipa e em torno dela vamos todos fazer das fraquezas forças e lutar por mais e melhores objectivos. Sempre a SUBIR!



Esgotaram-se as forças dos braços que emprestaram palmas e pausas ensaiadas, roucas ficaram as gargantas de tanto golo e tanto SCBRAGA gritar. Hoje coloca-se o cachecol ao ombro, enrola-se a bandeira. Penso que a missão está (bem) cumprida. Inspiro fundo e fecho os olhos para tentar ver mais além naquilo que de essencia ficou na alegria de suas caras, o golo que beija suavemente a rede. Uma pequena brisa passa como se fosse o filme deste GRANDE campeonato que realizamos. A todos os actores e técnicos que souberam colocar ao rubro em todas as sessões a sua plateia apenas quero pedir bis para a proxima para assim, de vagar, devagarinho chegarmos ao topo e aí cada um destes braguistas vai com um dedo apenas poder tocar os céus. E o resto não vai interessar para nada.Saudações braguistas e até à próxima que será em cenário de Champions.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

SCBRAGA já está (para já) na Pré- Eliminatória da Champions League




Foi mais uma noite memorável e de festa aquela que aconteceu no passado Domingo, dia 2 de Maio de 2010, no estádio AXA após o jogo da 29ª jornada da Liga de futebol entre SCBRAGA vs P.Ferreira.

Noite que ficará para a história do clube bracarense como sendo a que que conseguiu entrada na inédita Champions League (3ª pré-eliminatória) através do segundo lugar numa altura em que no próximo fim-de-semana se joga tudo e mais alguma coisa, inclusive o do título nacional, onde o SCBRAGA ainda tem uma palavra a dizer: Joga na Choupana contra o Nacional onde só a vitória garante o título e a par disso esperar por uma surpresa vinda da Luz, onde o Rio-Ave tem de vencer para "oferecer" o título pela primeira vez ao SCBRAGA e constar como a joia da coroa do museu dos bracarenses. Esperemos que o dia/noite seja de festa e muita champagne derramada.

Em relação ao jogo, não foi nada fácil levar avante a armada amarela pois da forma como se escalonou no campo e com a ajuda dum nervosismo miúdo bracarense o Paços de Ferreira foi um obstáculo dificil de ultrapassar, apesar de ter o dominio quer da primeira como da segunda parte, a espaços com alguns "sustos" provocados pelos avançados do Paços. Talvez das partidas mais dificeis intra muros para os Bracarenses que assim com esta vitória conseguiu pela PRIMEIRA VEZ na sua HISTÓRIA chegar ao final do campeonato sem alguma derrota tendo perdido apenas dois pontos (empate) para a Naval 1º de Maio. Resultado: resposta na Figueira da Foz perante 8000 bracarenses:4-0

Ao intervalo apesar do zero zero já se tinha gritado golo uma vez porque no Dragão o FCPorto vencia o Benfica por 1-0, resultado que ia de encontro ás aspirações dos braguistas.

Com uma entrada arrojada e já desamarrada do nervoso miúdo de grande parte do primeiro tempo, o SCBRAGA marcaria o seu golo aos 55 minutos por intermédio de Meyong que aproveitou da melhor forma uma desatenção do guarda-redes Coelho. Foi mesmo uma cartada que saiu daquela jogada pois parecia que o Braga naquela noite não estava muito virado para a baliza adversária.

Sobretudo numa noite em que para continuar a sonhar com o ceptro nacional a adiar (mais uma vez!!!) a festa aos senhores da capital era necessário vencer, os guerreiros usaram de todos os seus galões e fizeram das fraquezas forças para oferecer mais uma alegria á sua massa associativa. E que bonito é ver cada vez mais juventude e rostos femininos nas bancadas daquele estádio granítico. As suas gargantas aquecem o ambiente e emprestam um som mágico ao palco dos sonhos. Fica com um ar de gala para estar a par das actuações no tapete verde dos seus ídolos.

Realce para mais um grande jogo do maestro Madrid e de Luís Aguiar contando ainda com um Eduardo mãos de... ferro! que com uma estupenda defesa manteve as suas balizas intocáveis o que pode contribuir para conseguir mais um recorde: o de menos golos sofridos no SCBRAGA. Mas há ainda mais alguns a abater. Será que o melhor está reservado para o fim?